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40 ANOS DE SUCESSO

POSTADO EM 27 DE NOVEMBRO DE 2018

40 ANOS DE SUCESSO

Na noite de ontem (26) a dupla Cezar e Paulinho gravou seu novo projeto em vídeo, em comemoração aos 40 anos de carreira. A gravação aconteceu no Coração Sertanejo em São Paulo/SP e contou com a participação de Leonardo, Zé Felipe, Eduardo Costa e a dupla Zé Neto e Cristiano. Com um repertório que traz músicas inéditas e regravações a dupla animou a noite. Não restam dúvidas que esse novo DVD será um sucesso.

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Com mais de 40 anos de carreira e 29 CDs lançados, quatro DVDs e várias participações em projetos especiais, Cezar e Paulinho já entraram para a história da música sertaneja. Os irmãos se tornaram grandes nomes do estilo que tão bem traduz o modo de viver de milhões de pessoas no Brasil. Sebastião Cezar Franco (o Cezar) e Paulo Roberto Franco (o Paulinho), são os filhos do Craveiro, da dupla Craveiro e Cravinho. E é importante dizer que a dupla já formou a sua continuidade: em Ed e Fabio, os filhos do Cezar, que estão seguindo os passos do pai, e mantendo acesa a chama da família. Essa é mais uma história que passa de geração para geração.

Desde meninos, Cezar e Paulinho ouviam modas sertanejas, e também aprendiam muito com as rodas de viola que eram celebradas dentro de casa. Entre os ilustres participantes desses encontros, estavam alguns dos maiores mestres do gênero: Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Belmonte e Amaraí, João Mineiro e Marciano e mais uma série de ícones que abriram a estrada para o sertanejo se tornar o maior gênero musical do Brasil.

E foi na Rádio Difusora de Piracicaba, no interior de São Paulo, que tudo começou. Cezar e Paulinho ainda eram crianças quando cantaram pela primeira vez em um veículo de mídia. E já na estreia, escolheram uma música de seus ídolos Léo Canhoto e Robertinho. Logo depois, eles seriam apadrinhados pela dupla João Mineiro & Marciano.

Pois bem, Cezar e Paulinho gravaram o primeiro disco em 1974, na Gravadora Chororó, e o trabalho foi intitulado “Venha Me Dar Suas Mãos”. Este trabalho teve como destaque a canção “O Calvário”, que abriu as portas para que os jovens irmãos assinassem com a extinta gravadora Chantecler – que à época, era um reduto dos grandes astros da música sertaneja.

E por lá eles lançaram em 1978 o álbum intitulado “Belezas do Sertão”, produzido por Dino Franco. No ano de 1981, gravaram, também na Chantecler, a música “Noite Maravilhosa” (Paraíso), faixa título do terceiro álbum da dupla e o primeiro grande sucesso, que contou com a produção do artista Paraíso.

Ainda na década de 80, Cezar e Paulinho gravaram “Coração Marcado”, e em 1984 lançaram o álbum “A Explosão da Música Sertaneja”, com destaque para a música “Eu e Meu Pai” (até hoje, uma das mais pedidas em shows). Em 1985 gravaram “Asa Delta”, e no ano seguinte, saiu o “Grand Prix do Amor”, que teve muito destaque com a música “O Feijão e a Flor”.

É importante citar outro grande sucesso da dupla: a música “Viajante Solitário” feita em homenagem a um dos públicos mais fieis da dupla: os queridos caminhoneiros, os viajantes solitários das rodovias do país. A canção é de autoria de Cezar e Edinho da Matta, e deu o título ao álbum gravado em 1987.

Já em 1989 gravaram mais um sucesso: “Você É Tudo Que Eu Pedi Pra Deus”, de Roberta Miranda. Uma das releituras mais bonitas da carreira da dupla.

Em 1990, a música “O Meu Jeito de Amar” de Fátima Leão e Cezar, estourou em todo Brasil. Em 1991, o décimo álbum da dupla trouxe os sucessos “Morto de Saudade Sua” de Fátima leão e Zezé di Camargo (eles mesmo!), e “Duas Vezes Você” de Cesar Augusto e Cezar. E a faixa “Boboca e Bobão”.

No ano de 1994, eles lançaram “Da Água Pro Vinho”, e em 1995 a canção “Faz De Conta Que Sou Ele” de autoria do Pinóchio. Em 1997 vieram com a música “Mais Você Do Que Eu”, mais uma bela obra do Cezar. Em 1998 o álbum “Você Marcou Pra Mim” apresentou ao público um dos maiores sucessos da dupla, a música “Pé de Bode”, que fala em seu refrão o famoso:“Puta que pariu, Pisa no Freio Zé”… Essa expressão virou um dos mais engraçados bordões da dupla, e muito além disso, é também uma canção popular cantada em todos os lugares do Brasil, e por todas as gerações. Uma marca registrada.

Já em 2000, combinando cada vez mais as músicas típicas do estilo sertanejo, com novos temas do cotidiano das pessoas, Cezar Paulinho gravaram “Nóis é Caubói”, um álbum muito elogiado pela crítica, e que contou com a presença ilustre do cantor Daniel. E é claro: esse trabalho é um dos maiores sucessos da dupla, música que se tornou um hino para os fãs.

Em 2001 eles gravaram um Projeto especial resgatando clássicos da fase de ouro do gênero, que recebeu o belíssimo nome de “Alma Sertaneja”. E depois vieram os álbuns “Cezar & Paulinho Ao Vivo”, em 2002, e “Dois Amigos, Dois Irmãos” do ano de 2003. E para fechar a sequência: “Ninguém Vive Sem Amor”, em 2004.

 

No ano de 2006 a dupla deu vida a um trabalho que talvez seja o mais aclamado pelo público e pela crítica, uma verdadeira joia preciosa da carreira de Cezar e Paulinho, a música “Amor além da vida”. A composição inesquecível de Cezar e Pedro Poli foi lançada em um projeto, de mesmo nome, com CD e DVD.

Em 2007 outra música se tornou hit da dupla e, a exemplo de “Pé de Bode”, também entrou para a cultura popular, com o irreverente refrão de “Companheiro é Companheiro” (Fia da Puta é Fia da Puta). Esta música é de autoria de Jovelino Lopes, Mauro Fagótti e Cezar.

Em 2010, a dupla investiu em um belo álbum: o “Estúdio Ao Vivo”, que ganhou destaque com a canção “Vai Que Cola”, outro clássico da dupla, que pela terceira vez consecutiva, seria um novo bordão para a cultura popular. Neste trabalho, Cezar e Paulinho harmonizaram romantismo e músicas bem humoradas, com a aquele jeito carinhoso de fazer graça. Aliás, essa combinação de romance e humor, se tornou um elemento definidor para a carreira da dupla.

Em 2011 houve o lançamento de mais um projeto com CD e DVD, com participações pra lá de especiais, que formaram o time de alta qualidade do “Alma Sertaneja I”. Um trabalho incrível, que produziu mais de 25 “Modões”.

Esse projeto se tornou um dos maiores tributos à Viola (e aos violeiros) e à Música de raiz sertaneja do Brasil. Um verdadeiro marco produzido por Cezar.

Em 2013, a dupla gravou outro projeto com CD Duplo: “Discografia Ouro e Prata”, que trouxe 24 regravações de repertório, porém, regravadas com uma nova roupagem. A essência do trabalho foi elencar uma música de cada álbum da dupla, desde o início da carreira, que começou em 1974.

Em 2014 houve o lançamento de mais um projeto com CD e DVD intitulado “Alma Sertaneja II”, com participações (ainda mais especiais e aclamadas) de artistas consagrados do Brasil. Este trabalho é a continuação do primeiro projeto criado em 2011.

Ainda em 2014, a dupla lançou o álbum “O Povo Fala”, que trouxe canções inéditas. Além da música título, de autoria de Jovelino Lopes e Cezar, este trabalho teve como destaque as faixas “Fusca 66”, (uma divertidíssima paródia com os hits do chamado “Sertanejo Universitário”). A canção fez muito sucesso e até hoje é lembrada em forma de brincadeira nas redes sociais.

Já a canção “Olha eu Aí”, de autoria de Cezar e Jotha Luiz, fala sobre a importância de se estar sempre presente na vida de quem amamos, mesmo que estejamos distantes.

Cezar e Paulinho chegaram em 2016 com um projeto audacioso (em CD e DVD), intitulado “Show de Estrada”. Que aliás, merece um registro: é a primeira experiência da dupla tocando com uma Orquestra, regida para se harmonizar ao som sertanejo. Algo inovador e surpreendente em termos de estética e criatividade musical.

O trabalho foi gravado na cidade de Lençóis Paulista, em São Paulo, e contou com a honrosa participação da Orquestra Municipal de Sopro de Lençóis Paulista. A apresentação foi memorável. Este show marcou a união da música erudita com a alma sertaneja. Neste projeto, a dupla desfilou seus grandes sucessos e hits da carreira.

Ainda em 2016, Cezar e Paulinho gravaram o álbum intitulado “Efeito Dominó (Papel de Parede) produzido por Cezar. Este trabalho é o 29º da dupla, e trouxe outra novidade: músicas inéditas de grandes compositores: Carlos Randall, João Gustavo, Drº Arthur Moreira, Cezar, Paraíso, Vicente Dias, Jaó, Aguiar, Bebeto Caçula, Lucimar, Jotha Luiz, Paulinho, José Teixeira, Danny Alves, Diego Didonne e tantos outros que fazem parte da nata do sertanejo.

O álbum “Efeito Dominó (Papel de Parede)” traz a música romântica de mesmo título e de autoria do José Teixeira e Cezar, e vem recheado de maravilhosas obras, com ritmos surpreendentes e grandes arranjos (afinal, o álbum contou com três maestros em sua produção) e uma junção de habilidades de grandes músicos, que formaram um time talentoso e diversificado.

A primeira música de trabalho fala de um “lugazinho especial”, que muitos que estão nos grandes centros, com certeza gostariam de se refugiar para lá, afinal, o nome já diz tudo: “Ah Lugazinho Que Eu Amo” é uma grande aposta de Aguiar e Cezar. A música é envolvente, emocionante e ainda revigora o estilo de composição do sertanejo atual. É uma música moderna, com jeitão de clássico.

Outra canção deste CD é “Voa Livre Voa”, de autoria de Danny Alves, Diego Didonne e Paulinho, e merece toda a atenção dos fãs.

Já a canção “Louco”, de Vicente Dias, realça a vertente romântica da dupla, que aliás, é a linha condutora deste novo trabalho: um álbum que fala de temas maduros como: Amor, Liberdade, Encontros, Evidências e Saudades.

“Efeito Dominó (Papel de Parede)” é mais um projeto feito com muito carinho por todos, e para todos os amantes da dupla.

E é por tudo isso que boa parte das glórias da Música Sertaneja do Brasil passam por essa família. E podemos dizer que Cezar e Paulinho representam, com muita nobreza e dedicação, toda a beleza e a simplicidade da cultura caipira… Uma cultura que se confunde com a própria cultura popular do país.

Parabéns, Cezar e Paulinho!

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